A língua do meu sentimento

A língua do meu sentimento é o que escorre entre palavras soltas e versos desencontrados, é o que não se explica, mas chora como chuva de primavera. Céu nublado, esperança de um raio de sol mais forte, pois também é forte e intensa todas as esperanças e esperas de uma vida melhor. Mas felicidade é o que hoje se planta, como alimento que cura a fome do dia anterior. Felicidade é o que não se define, nem mede, nem se conta como notas de euro ou libra esterlina.

Nas pequenas coisas eu sou feliz porque quero compartilhar esse sabor de vida e suor com quem amo, seja amigo,conhecido ou irmão; seja compamheiro de viagem ou de sonhos. A vida é o sonho que ousamos acreditar, com os pés no chão, com as mãos na lida, no trabalho digno, com os olhos na manhã seguinte. A língua que nos irmana é irmã da saudade, do que os outros idiomas tentam definir. Sentir também rima com o que dói e não passa, como brisa no fim de tarde, como mar que mareja e vento que canta o nosso nome. A língua do meu coração não me faz estrangeiro quando em meio á multidão, entendo que meu peito carrega meus sentimentos onde quer que eu vá.

Viajei por tantos lugares e ainda há tantos caminhos que sempre busquei e irei buscar. A minha casa, o meu lar é onde meu coração está feliz apesar dos medos, receios ou apreensões de coisas que eu não posso mudar, pois fazem parte da vida. O que compartilho é a minha verdade, é o meu desabafo, é a minha confissão de que apesar de homem adulto, vive dentro de mim uma criança que brinca de viver e se encanta com um dia de sol, com a chuva fina e a mudança das estações.

O sentimento que expresso vem com a cadência da língua que herdei dos meus pais e ancestrais. Meu emocional é o termometro da minha alma que sendo peregrina tem seus altos e baixos e humores outros. A língua do meu coração, do meu sentimento me traz de volta a fé para seguir em frente e amar todos os momentos compartilhados.

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