Diversidade étnica em hospital de Londres

O Daily Mail publicou uma reportagem sobre uma campanha realizada por um hospital de Londres sobre a diversidade étnica de seus pacientes. Em Londres, e em muitos outros lugares da Inglaterra ou do Reino Unido é fácil perceber a diversidade cultural e a quantidade de imigrantes de todos os cantos do mundo.

São indianos, chineses, iraquianos, turcos, alemães, australianos, brasileiros, sul-africanos, mexicanos, canadenses, japoneses, coreanos, nigerianos, e por aí vai…

Sendo assim o hospital de Chelsea and Westminster (região central de Londres) divulgou um painel com a quantidade e origem das mães de 243 bebês nascidos na maternidade do hospital lodrino e que foram tratados por consequência de parto prematuro ou alguma doença.

Muitos imigrantes estão vivendo no Reino Unido, trabalhando, estudando, contribuindo para a sociedade e conquistando seus objetivos na vida. E por consequência, muitos têm filhos, e a estatística dos nascimentos dos filhos de imigrantes ajuda a perceber a proporção de imigrantes residindo no país. Obviamente que não podemos levar o número ao “pé da letra” como sendo uma estatística da proporção de residentes, mas podemos ter uma idéia.

Origem de pacientes atendidos em um hospital em Londres

Origem de pacientes atendidos em um hospital em Londres

Vale reparar o número de mães brasileiras (oito) que figura entre os maiores, demonstrando como a comunidade brasileira em londres é de grande número, e o número de mães britânicas de apenas 18! O que demonstra como os imigrantes estão cada vez mais presentes nas ruas de Londres.

O NHS (sistema de saúde britânico) também confessa que muitos partos realizados nos hospitais britânicos são realizados em mães que buscam o “turismo hospitalar“, que vão para o Reino Unido como visitante, e têm seus filhos ao chegar no país. Ou porque elas não têm condição de criar seus filhos no país de origem, ou com esperança de obter visto de residência, ou benefícios do governo ou porque já sabem que a criança vai nascer com alguma doença grave e o NHS (Sistema de saúde britânico) irá tratar da criança gratuitamente, nem que isso custe milhões ao governo.

Aliás, estima-se que 25% das crianças nascidas no Reino Unido têm mães imigrantes. Muitas que sequer falam inglês e necessitam da ajuda de intérpretes nos hospitais para conversar com os médicos.

Existe uma lei no Reino Unido que determina que o NHS só pode realizar partos em mulheres que estejam residindo legalmente a mais de 1 ano no país têm direito a receber cuidados gratuitos no parto pelo NHS. Mas como trata-se de uma questão de vida ou morte, ou seja, uma emergência hospitalar, o NHS orienta a todos os hospitais a tratar qualquer paciente em estado de emergência, sem questionar a nacionalidade ou o tempo de residência.

E funcionários de hospitais do NHS revelam que não é incomum ver uma mulher grávida em trabalho de parto, que não sabe “uma vírgula de inglês” e ainda tem o ticket da empresa aérea preso em sua bolsa.

Como sempre diz minha esposa: “O Reino Unido explorou o mundo inteiro. Agora tem aguenta as consequências…”

Agora o governo britânico estuda formas de reduzir esse tipo de caso, tentando identificar pessoas que imigram em busca de “turismo hospitalar” e recusar o visto caso não tenham seguro saúde. Por isso, é importante que os brasileiros que pretendem visitar a Inglaterra, Escócia ou Irlanda, levem consigo um comprovante (de preferencia em ingles) de um seguro saúde para o período da viagem, que seja válido no Reino Unido.  Na internet é fácil de encontrar seguros sáude para viagens, agências de viagens comercializam e alguns cartões de crédito fornecem tal seguro incluso no preço da anuidade.

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